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Como mudar o plano de contribuição do INSS

5 min de leitura Intermediário atualizado em

Escrito por Bruno Rodrigues Medeiros

Resposta rápida

Para mudar daqui para frente, basta gerar a próxima guia com a nova categoria e o novo plano no Meu INSS. Para que os meses já pagos a 11% ou 5% contem como tempo de contribuição, você precisa da complementação: pagar a diferença até 20%, com juros, mês a mês.

Fonte oficial Os planos de contribuição e a complementação são regulados pelo INSS. Conferir em Meu INSS — INSS. Ir para meu.inss.gov.br
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Existem dois movimentos diferentes e eles se confundem o tempo todo: mudar o plano das próximas contribuições e corrigir as anteriores. O primeiro é imediato e não custa nada além da guia nova. O segundo tem cálculo, juros e pedido próprio.

1. Mudar daqui para frente

  1. Entre no Meu INSS com a conta gov.br.
  2. Abra Emitir guia de pagamento (GPS).
  3. Selecione a categoria e o plano que você quer passar a usar.
  4. Confira o código de pagamento e o valor que aparecem na tela.
  5. Pague a guia da competência seguinte já com o novo plano.

Não existe formulário de “troca de plano”: o plano é definido pelo código com que cada mês é pago. Por isso a mudança vale a partir da competência que você emitir, e não retroage sozinha.

Conferir o código é o passo que ninguém pula. Guia paga com o código de outra categoria pode ir para o lugar errado no CNIS e exigir pedido de acerto depois. Leia o código na tela antes de gerar o documento.

2. Complementar os meses antigos

Quem pagou no plano simplificado (11% sobre o mínimo) ou como facultativo de baixa renda (5%) tem direito à aposentadoria por idade, mas aqueles meses não somam como tempo de contribuição. Para que somem, é preciso pagar a diferença até a alíquota de 20%, com os acréscimos legais.

3. Antes de decidir, faça a conta

Complementar cinco anos de contribuições custa mais do que a maioria das pessoas imagina, porque cada mês carrega juros desde a competência original. Nem sempre isso antecipa a aposentadoria ou aumenta o valor. Use a simulação do Meu INSS e compare os dois cenários antes de gastar.

A alíquota alta também tem limite de utilidade. Contribuir sobre um valor maior aumenta a base de cálculo, mas o benefício respeita o teto do INSS. Se o seu objetivo é renda acima disso, o assunto deixa de ser Previdência pública.

4. Se algo não bater

Perguntas frequentes

Preciso avisar o INSS que mudei de plano?

Não. O plano de cada mês é definido pelo código da guia que você paga. A mudança vale a partir da competência emitida com o novo código.

A mudança vale para os meses já pagos?

Não automaticamente. Para os meses antigos contarem como tempo de contribuição, é preciso pedir a complementação e pagar a diferença com juros.

Posso complementar só alguns meses?

Sim. Você escolhe as competências que quer complementar; não precisa ser tudo de uma vez.

Vale a pena sair do plano de 11%?

Depende do seu tempo já contribuído e do tipo de aposentadoria pretendida. Compare os cenários na simulação do Meu INSS antes de decidir.

Contribuir mais aumenta o benefício sem limite?

Não. A base de cálculo sobe, mas o benefício respeita o teto do INSS vigente na data da concessão.

Conteúdo educativo. O TÁ EXPLICADO não é instituição financeira nem escritório de advocacia. Em caso de dívida alta ou situação complexa, procure o Procon da sua cidade ou um advogado.

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